Arquivo para Agosto, 2008

On my shoes Vol. 3 – As soon as there is a life there is danger

30, Agosto, 2008

Ouvindo Jem – Finally Woken Album

Uma vez exposto aos perigos do mundo…

Humanos e predadores estão sempre trabalhando num plano de caça, escolhendo sua presa, cuidadosamente, ganhando sua confiança e atacando de surpresa. Uma forma de proteger-se do perigo é formar parcerias, mas há inabilidade em formar parcerias, o que leva-nos a sensações de insegurança e reações desesperadas.

Algumas formas de perigo podem ser facilmente detectadas, requerendo apenas bom senso e controle emocional, mas existe uma forma específica de perigo que não pode. Essa forma persiste entre nós, escondida em nós, que assim que ela surge, assim de surpresa, pode ser tarde demais.

Das formas de perigo que conseguimos detectar, muitas vezes não existe tempo para reagirmos inteligentemente contra elas, e é aí que os instintos assumem controle do corpo: Uma explosão de testosterona aumenta o fluxo de sangue, elevando os níveis de oxigênio disponível para os músculos. Nesses instintos, nós humanos conseguimos desenvolver força física e mental incrivelmente (quase) sobre-humana.

E ficamos exaustos depois de muito tempo expostos ao perigo, por isso hormônios são liberados para aliviar danos do estresse físico, ajudando o corpo a se recuperar. Mas o perigo que nós criamos nunca “vai embora”, o perigo trabalha silenciosamente dentro de nós, como acontece com o leopardo na selva ou com dois homens famintos por sexo, apenas esperando pelo momento certo de surgir e atacar, inesperadamente, reiniciando o todo processo de exposição.  

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On my shoes Vol. 2 – (Into) the dark

25, Agosto, 2008

Ouvindo Markuz Schulz, Live @ Sunrise Festival 2008 

Por que gastei tanto tempo me preparando para aquilo o que veio a seguir? Por que será que não me senti preparado antes e deixei para mais tarde, sempre adiando, justamente aquilo o que quis que já tivesse acontecido? Confiei que ele iria me aceitar como realmente sou e isso dependeu única e exclusivamente do meu reflexo diante dele outras vezes. Nada mais. Minha confiança ou minha postura? Ambos.

Tudo aconteceu muito rapidamente, senti que podia lutar contra meu orgulho e naturalmente seguir a diante. Continuei seguindo, peguei meu fone e liguei pra ele. E muitas palavras sobraram pra depois, porque o medo surgiu sem medo de ser feliz, tentando me corromper e frustrar aquela que eu julguei ser minha única tentativa. Tropecei em algumas palavras, falei pouco para não soar articuloso, me questionando se deixei implícita minha intenção, de soar uma companhia agradável, de parecer inteligente… Quis fazê-lo rir e se interessar também, embora sem saber se ele é, e mais além, se ele quer. Corri esse risco.

Fiz o convite, houve retorno, marcamos o primeiro encontro. Sabemos o que fazemos e temos nossa profissão em comum. Vamos falar sobre trabalho, e, talvez, sobre algumas outras coisas das quais ele gosta, de acordo com o Orkut dele. Não podia deixar de bisbilhotar, é óbvio. Mas, como fazer ganchos entre um assunto e outro, e assim pescar outras reveladoras e valiosas infos, ou seja, como fazê-lo se interessar por mim a ponto de ouvir dele confissões, revelações? Se eu soubesse mais sobre ele do que sei agora, certamente continuaria com a mesma dúvida, eu acho. Então, isso não é nada com o que eu deva me preocupar. O medo já tremendo em função da minha incerteza sobre a sua sexualidade, não preciso de mais dúvidas.

Eu nunca dei um tiro no escuro antes, mas já imaginava a sensação que isso causaria: impotência. Sinto que estou vagando, sem saber ao certo se corro riscos maiores do que posso suportar, ou me expor ao ridículo pela hipótese do não. Mas sei ao certo que, se eu não ligasse pra ele, gastaria mais tempo da minha vida dedicando a sonhar do que realmente realizar, que é o que eu mais quero.

 

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On my shoes Vol. 1 – What was I fucking thinking

10, Agosto, 2008

 

Há alguns meses venho observando a falta de chamadas recebidas no meu celular, as vezes contando as barrinhas do medidor de sinal, suspeitando da qualidade do sinal da Claro aqui nessa região da cidade. Será que o sinal é baixo o suficiente para espantar chamadas agradáveis, desejadas, ou qualquer uma? Mas que ridículo!

  

Troquei a região central porque comprei um Ap. numa região residencial, que é uma região menos favorecida culturalmente, mas o Ap. é do jeito que sempre quis, da minha maneira. Só não achei que se quisesse viver da minha maneira entre quatro paredes precisaria desistir de viver à minha maneira do lado de fora delas. Alguma coisa me fez mudar de região, e hoje eu já esqueci que coisa foi essa.

 

Rondei meu novo bairro duas vezes antes de mudar-me e achei massa morar numa rua próxima do clube desportivo, ao lado do shopping e poder usar bicicleta para ir de um lado para o outro. Mas agora estou achando péssimo ficar distante da barulheira e dos excessos da vida do centro de São Paulo. Não achei que estivesse trocando uma vida por outra, nunca senti que assim estivesse fazendo.

  

Ir pra cama de madrugada depois de beber com os amigos naquele mesmo bar de sempre, ver novamente os caras que paquerei na semana anterior e paquerar outros novos. Quando foi que optei em deixar isso pra trás? O que é que eu tanto procurava que pensava só ser possível encontrar longe dalí? Ou que precisasse sair dali para encontrar. Não achava que mudar de região fosse me afastar das pessoas que tanto via e que tanto me ligavam.

 

Agora estou desconfiado de que ao mudar de endereço, mudei substancialmente certas características pessoais. Sabem aquelas pequenas manias, desejos e atitudes que fazem de nós o que realmente somos, de que tanto gostamos? Pois bem, depois de quatro anos vivendo no mesmo ritmo intensamente eu achei que pudesse agregar novas características, mas será que meu corpo suportaria tanta diversidade? Isso me faria maior ou melhor do que já me sinto agora? Bom, eu tenho que tentar, afinal, meu telefone tem tocado muito pouco.

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Hello world!

9, Agosto, 2008

Essa é uma postagem padrão. Necessária tbm. Importante para startar o blog e tal.

Utilizarei este espaço para publicar meu diário, coisas do meu cotidiano e tal.

 

Abs,

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